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- relatos os textos que vão pra coluna do meio da clandestina. podem ter um título, uma chamada y o corpo do texto (a chamada faz parte do corpo do texto também). não tem limite de caracteres, y é bom lembrar que sempre cabe o uso de linguagem inclusiva, não importa o tamanho do texto.
lembremos que o protagonismo discursivo é uma ferramenta de pensarmos o protagonismo político; essa página é feita por mulheres, hospedada num servidor de mulheres e trata, entre outros, de assuntos relacionados a experiências de mulheridade ou subalternidade ligada a ela.
mas o que é linguagem inclusiva? o que é esse tanto de x, @, as/os, 'is' espalhad@s pelos textos? há quem chame de 'linguagem inclusiva de gênero'. eu gosto de pensar que é 'linguagem abrangente'. mas por quê?
a inclusão de linguagem não-exclusiva (em palavras como todxs, amig@s, negrxs ou nós mesm@s) deve-se a uma tentativa de se incluir em discurso o que não queremos excluir na prática. isso é muito importante para desmascarar a crença no masculino universal se sabemos que ele reforça uma sociedade que, historicamente, retira das mulheres a condição de sujeit@. mas falar sobre 'inclusão' soa muito paternalista, parece que reafirmamos um sistema de coisas hegemônicas/mais-importantes/superiores-hierarquicamente-numa-hierarquia-que-cria-pra-ser-superior, sua hegemonia, mas também sua permissão em incluir.
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